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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

De maneira INDEPENDENTE, estou publicando "Escritos Geográfico- uma compilação de artigos, projetos, entrevistas e textos que publiquei desde 2005.
Essencial para professores e estudantes de Geografia e Ciências afins.
Espero que gostem!!!

quinta-feira, 3 de março de 2011

BIODIVERSIDADE E BIOPIRATARIA _Artigo presente na edição 35 do mês de Fevereiro da revista Geografia- Conhecimento Prático Editora Escala

Artigo presente na edição 35 do mês de Fevereiro da revista Geografia- Conhecimento Prático Editora Escala





Biodiversidade e biopirataria

A discussão de conceitos amplos e polêmicos em salas de aula propicia ao educador conhecer sua turma e incentivá-la a novas ações. Este artigo oferece alguns caminhos para iniciar esses debates.

Por Claudio Ferreira Terezo*






Biodiversidade por dentro


- A biodiversidade genética refere-se à variação dos genes dentro das espécies, cobrindo diferentes populações da mesma espécie ou a variação genética dentro de uma população.

- A diversidade de espécies refere-se à variedade de espécies existentes dentro de uma região.
- A diversidade de ecossistemas refere-se à variedade de ecossistemas de uma dada região.
- A diversidade cultural humana também pode ser considerada parte da biodiversidade, pois alguns atributos das culturas humanas representam soluções aos problemas de sobrevivência em determinados locais.

Bíos é um radical grago que significa vida. Pode-se definir Biodiversidade como o total de genes, espécies e ecossistemas de uma região, ou seja, o encadeamento de ideias e de ciências se faz presente quando o assunto é a tão falada biodiversidade. Muitos acadêmicos, cientistas, estudiosos e outros profissionais se apropriam deste amplo conceito. Ao analisarmos ao pé da letra, a biologia seria a matriz, porém, nunca deixamos o nosso "olhar geográfico" de lado quando o assunto é colocado em pauta.






Alexander Von Humboldt
Além da afirmativa de não haver conhecimento sem experimentação verificável, atribui-se a Humboldt a invenção de novas expressões como isodinâmicas, isotermas, isóclinas, jurássico e tempestade magnética
.




A Geografia e a Biologia são companheiras de longa data. Vale lembrar que Alexander Von Humboldt , sistematizador da Geografia no século XIX , juntamente com Carl Ritter, era um grande estudioso também da Botânica e entendia a geografia como a parte terrestre da ciência do cosmo, isto é, como uma espécie de síntese de todos os conhecimentos relativos à Terra. As relações tratadas e discutidas entre ambas as disciplinas faz com que o estudante e o professor sigam por estes caminhos tão interligados.
A biogeogrifia, voltada ao estudo da distribuição geográfica dos seres vivos no globo terrestre, é disciplina corrente em nossas universidades e representa a junção entre o biótico e o abiótico em nosso planeta. Dentro desta relação, um estudo iniciado no Panamá chama a atenção pela forma que é desenvolvida. Trata-se de um censo florestal realizado em nichos ecológicos, ou seja, em locais restritos de um habitat onde existem condições especiais do ambiente, onde se busca desvendar o porquê do grande número de espécies (fauna e flora) na zona tropical, em comparação às zonas temperadas e outra regiões do planeta.
Teoria neutralista
Uma pesquisa um tanto quanto controversa, utilizada para "explicar" a biodiversidade, é a Teoria Neutralista. Experiências em florestas tropicais realizadas pelo professor Stephen Hubbell, da University of California, Estados Unidos e do Smithsonian Tropical Research Institut de Balboa, no Panamá, ganharam destaque por meio de sua Teoria Unificada Neutra da Biodiversidade (TUNB), que argumenta que grande parte dos genes mutantes é neutra e não apresenta nenhuma vantagem em relação aos genes que veio a substituir. Também, que a determinação da sobrevivência das espécies é aleatória, e não resultado de uma adaptação bem sucedida ao ambiente.
No mínimo essa Teoria pode ser chamada de intrigante, pois de forma geral não se apóia na Teoria de Evolução das Espécies de Charles Darwin, criando um novo campo para discussão.
O trabalho é feito em áreas de 1000 metros por 500 metros (50 Ha) que teve início na Ilha de Barro Colorado, no Panamá, e hoje possui outros 37 lotes espalhados pelo mundo, inclusive dois no Brasil - um em Manaus (AM) e outro na Ilha do Cardoso, litoral Sul do Estado de São Paulo. As árvores são medidas de cinco em cinco anos.
A pesquisa busca responder a uma questão que, para a Biologia, é um enigma: por que a biodiversidade de fauna e flora é maior nas regiões tropicais em relação às demais regiões do planeta?
O que se apresenta para nós é: será que esta indagação poderia ser respondida pela Geografia utilizando as várias ferramentas que temos à mão?





Bioclima
Relação entre o clima e os organismos vivos. As condições atmosféricas, principalmente a temperatura, a umidade e a insolação, são fatores determinantes de distribuição geográfica das plantas, o que levou à criação de uma classificação climática da cobertura vegetal. Algumas espécies também estão ligadas a zonas climáticas, embora outras sejam adaptáveis a ampla variedade de climas. "Área geográfica homogênea, caracterizada por um regime climático dominante que provoca uma resposta estrutural da vegetação (harmonia/clima/solo/ vegetação)" (Dansereau, 1978). Fonte: Novo Dicionário de Geografia, da Editora Livro Pronto





Luz
A luz é fonte primária de energia para os ecossistemas, ela influencia a atividade diária e sazonal de plantas e animais e participa na definição dos ritmos biológicos. Porém, no caso da luz, a quantidade de energia é variável, pois depende da região (latitude) ou da época do ano (estações). A distribuição de luz irá definir a duração dos dias e das noites e as quantidades de energia disponíveis nas diferentes regiões do globo.







Questões em aberto

Se definirmos clima como o conjunto de fenômenos meteorológicos (chuvas, temperatura, pressão atmosférica, umidade e ventos) que caracterizam o estado médio da atmosfera num determinado ponto da superfície terrestre e Bioclima , como a relação entre o clima e os organismos vivos, podemos começar a responder sobre a maior biodiversidade nos trópicos.
As condições atmosféricas - principalmente a temperatura, a umidade e a insolação - são fatores determinantes de distribuição geográfica das plantas, o que leva à criação de uma classificação climática da cobertura vegetal. Algumas espécies também estarão ligadas a zonas climáticas, ou seja, endêmicas.
Parece óbvio, a princípio, que luz somada à água propicie uma maior diversidade vegetal e, consequentemente, uma fauna mais diversificada, com número muito maior de indivíduos (em relação à faixa de clima temperado), desde microorganismos, insetos, pequenos mamíferos, peixes, aves, inclusive com maior diversidade da flora e fauna.


Ciclo de água na superfície da terra, mostrando os componentes individuais da transpiração e evaporação que forma a evapotranspiração. Outros processos mostrados são a perda e a recarga do solo.
Como entender este processo?
As florestas tropicais cobrem grandes áreas do globo e influenciam efetivamente o equilíbrio da atmosfera. Por meio da transpiração das folhas das plantas e da perda de água do solo ocorre a evapotranspiração de grandes volumes de água, auxiliando na manutenção das temperaturas dos trópicos úmidos. A relação do clima com a biosfera (toda zona aérea, terrestre e aquática da superfície da Terra que é ocupada por seres vivos) refere-se à quantidade de energia absorvida e devolvida à atmosfera, segundo o conceito de albedo (quantidade de luz refletida/quantidade de luz recebida).
A combinação de vários fatores contribui sensivelmente para a formação de um todo, porém o clima tropical seria um dos responsáveis por essa enorme biodiversidade, já que, neste caso, vida e clima estão intimamente relacionados. Um ecossistema situado na faixa de clima tropical, com elevada quantidade de matéria orgânica - a chamada biomassa - absorve grandes quantidades de energia e devolve à atmosfera, sob a forma de calor, uma quantidade de energia muito menor do que a devolvida por um deserto, por exemplo.
Outro conceito utilizado para analisarmos esta diversidade é o de Domínio, ou seja, unidade territorial com características naturais bem marcantes.
Por esta razão, às vezes o termo é usado como sinônimo para identificar uma região natural. Quando são ressaltadas as formas de relevo, como as planícies, montanhas, planaltos, por exemplo, diz-se que o domínio é morfológico; quando são as condições climáticas que mais se destacam, por exemplo, chuvas, calor, umidade, aridez, diz-se que o domínio é climático; se há predominância de vegetação, o domínio será vegetal, e assim por diante.

Veja que sempre que citamos a Biodiversidade, uma gama de conceitos inter-relacionados se abre como um leque. As possibilidades de abrangência são totalmente indefinidas, graças aos vários fatores que compõem todo um sistema. Entre alguns, podemos analisar os fatores ambientais, que são elementos ou componentes que exercem função específica ou influem diretamente no funcionamento do sistema ambiental; e os fatores climáticos, que proporcionam condições físicas ou geográficas que condicionam o clima, interagindo nas condições atmosféricas, tais como a latitude, a altitude, as correntes marítimas, a distribuição das terras e mares, a topografia, a cobertura vegetal etc.
Realizar uma pesquisa como a Teoria Unificada Neutra, com o objetivo de obter uma análise sobre a biodiversidade com técnicas de parcelamento de solo, através de pequenas amostragens numa região tão extensa e diferenciada topograficamente, com condições climáticas distintas em um grandioso sistema ambiental, serve claramente para uma visão um tanto quanto pequena e frágil dos fenômenos e das relações existentes.


Estas inter-relações tão complexas não podem ser estereotipadas de forma simplista como em algumas pesquisas. A necessidade de desenvolver técnicas e conhecimento em condições onde há uma biodiversidade em grande escala, como nas florestas tropicais, nunca nos darão um retrato fiel do que podemos realmente conhecer. Afinal, este retrato vai nos mostrar apenas um dado num determinado momento e, como vimos, as relações não param nunca, pois quem pensa que a natureza é harmoniosa deve repensar seus conceitos. A natureza é caótica e é isso que faz dela algo desconhecido e incontrolável pela sociedade, ao menos por enquanto...
Biopirataria
O termo biopirataria é recente, porém o problema é mais antigo. Surgiu em 1993, lançado pela organização não governamental ETC Group, (Action Group on Erosion, Technology and Concentration, que assume a sigla ETC no sentido de "Et Cetera").
A biopirataria é o ato da retirada ilegal de material genético, espécies de seres vivos e a exploração da sabedoria popular de uma nação com fins de exploração comercial em outros locais, sem pagamento de royalties - valor pago ao detentor (pessoa, empresa, ou outra instituição) de um direito qualquer (patente, marca, obra, etc.) por seu uso comercial. Essa atividade se caracteriza principalmente pelo envio ilegal de animais e plantas para o exterior.
Numa escala local, podemos dizer que a biopirataria começa com a extração do pau-brasil (Caesalpinia echinata) e, desde então, passado meio milênio, o problema se alastrou e claramente não existe uma solução para sanar esta situação em pouco tempo. Flora, fauna, tudo vem sendo levado do país, retirado por vários tipos de práticas nefastas, com grandes corporações por trás desses atos. Um meio onde não há mocinhos, porém, muito difícil de identificar quem é o bandido.
Universidades, empresas, grandes corporações e ONGs internacionais injetam milhares, milhões de dólares, euros e ienes em pesquisas espalhadas pelo Brasil e em outros países subdesenvolvidos que também contam com grande biodiversidade, afirmando estarem promovendo o desenvolvimento de soluções para um futuro melhor para as próximas gerações, quando na verdade este pretexto serve para a aceleração e a proliferação da biopirataria.
O investimento realizado por grandes grupos é enorme em relação ao avanço da biotecnologia e fica mais fácil literalmente "roubá-lo na surdina" a realmente desenvolver alguma coisa relevante nos próprios países de origem desse material genético.
Patentes brasileiras
Outro fato interessante diz respeito às patentes. Empresas estabelecidas em países altamente desenvolvidos levam nossa base genética, seja de flora ou fauna, e simplesmente registram suas patentes e, assim, nós devemos pagar royalties a eles. O caso do açaí (Euterpe oleracea) é dos mais conhecidos, mas vale lembrar.
Essa fruta típica da Amazônia estava, desde 2003, registrada no Japão como marca de propriedade da empresa K.K. Eyela Corporation. Em 2007, o Departamento de Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente informou que o registro da marca "açaí" foi cancelado por ordem do Japan Patent Office, o escritório de registro de marcas do Japão.





Andiroba
Árvore de grande porte, é comum encontrá-la na região da Bacia Amazônica, principalmente em regiões de várzeas e áreas alagáveis ao longo dos igapós. Com propriedades fitoterapêuticas, sofre risco de extinção não só pela exploração, como também por fatores climáticos, como fortes chuvas.



Imagine haver um produto que pode ser explorado por comunidades de uma região, de forma sustentável, ter seu nome preso a uma empresa do outro lado do mundo! E mais, teríamos que pagar pelo uso deste nome! Porém, esse não é o único caso de patente registrada em outros países.
Vários outros produtos tipicamente brasileiros, como a acerola, a andiroba, o guaraná, o jenipapo, o cupuaçu, a rapadura e até o escapulário - pequeno cordão com imagens de santos usado no pescoço - já foram registrados indevidamente como marcas fora do país. O cupuaçu estava registrado como marca em três países - Alemanha, EUA e Japão. Após negociações, o Brasil obteve ganhos nos três países e conseguiu cancelar o registro em 2004.
Crime, ilegalidade


Segundo o World Wide Fund for Nature (WWF), o comércio ilegal com animais é a terceira atividade mais rentável para o crime organizado, ficando atrás somente do tráfico de armas e o de drogas.
O comércio legal de plantas e animais é regulado pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção - na sigla em inglês, CITES (Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora). O tratado estabelece restrições e proibições às transações que têm como objeto cerca de 5.000 espécies animais e 28.000 espécies de plantas.
O faturamento do comércio ilegal das espécies da fauna e flora é difícil de ser calculado, é algo imensurável e qualquer quantia estipulada pode ser leviana, porém, a aposta é que passe da centena de bilhões de dólares por ano. A Biopirataria é um "grande negócio" e, como tal, a chance de acabar ou ao menos minimizar o problema está longe de acontecer.
Certamente você verá na mídia grupos ligados a governos de países desenvolvidos, grandes empresas, corporações e ONGs querendo "proteger" a biodiversidade do planeta, principalmente em países em desenvolvimento, com discursos enfáticos que estes não conseguem protegê-la. Vale lembrar que eles tiveram a chance de fazer tudo isso em seus países de origem e não conseguiram. Sobra a conta para o mais fraco pagar. E, no lado mais fraco da corda, estão os pobres e os subdesenvolvidos.
A Biopirataria é um "grande negócio" e, como tal, a chance de acabar ou ao
menos minimizar o problema está longe de acontecer.

Sangue pirateado?
Pode parecer grotesco, mas até sangue humano, como o dos povos caritianas, suruís e ianomâmis foram parar em modernos laboratórios ou bancos de células norte-americanos. A posse desse sangue vem sendo contestada pelas tribos envolvidas. Existem "teorias da conspiração" que afi rmam que este tipo de coleta genética começou com as gigantescas campanhas de vacinação de varíola, impulsionada pelos Estados Unidos pós Segunda Guerra Mundial, na ânsia de contabilizar um megabanco de dados genéticos de várias populações espalhadas pelo planeta. Certamente, este seria um grande caso de biopirataria global.

Planeta ainda vivo
"As riquezas naturais são parte dos ativos necessários ao crescimento econômico que estamos presenciando, mas deve existir um equilíbrio entre o que é consumido e o que a natureza pode prover". Esta é uma das principais conclusões do Relatório Planeta Vivo 2010, divulgado pela organização não governamental WWF em outubro de 2010, que, entre outros índices, mostra novas análises que comprovam que o declínio mais agudo da biodiversidade ocorre em países de baixa renda.
Produzido em parceria com a Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) e Global Footprint Network (GFN), o relatório aponta que, em um período inferior a 40 anos, o mundo perdeu 30% de sua biodiversidade. A biodiversidade é medida pelo Índice Planeta Vivo (IPV), que estuda a saúde de quase 8 mil populações de mais de 2,5 mil espécies desde 1970.
Nos países tropicais - que também são os mais pobres -, a queda foi muito maior: atingiu 60% da fauna e flora original. A maior queda foi nas populações de água doce: 70% das espécies desapareceram.
Mesmo com a instituição de 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade, outro relatório recente da ONU mostra que o planeta perdeu um terço do estoque de seres vivos existente em 1970. O documento aponta como ameaçadas de extinção 42% das espécies de anfíbios do mundo e 40% das de aves - e estima em US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões o prejuízo mundial anual com desmatamento.
O relatório Planeta Vivo 2010 está disponível na íntegra em:
www.wwf.org.br/informacoes/ bliblioteca/?26162/Relatrio-Planeta-Vivo-2010


Isto é a lei ambiental
Não podemos dizer que temos problemas com a legislação ambiental brasileira, que é boa, porém, como em toda a sociedade, falta fiscalização e punição para tais crimes. Normalmente ficamos sabendo de casos irrisórios, no qual "peixes pequenos" são servidos como bodes expiatórios. A mídia sempre expõe fatos relativos ao tráfico de animais em feiras livres, como pequenos pássaros de canto, papagaios, tartarugas etc, mostrando a ação da polícia ambiental, como se o trabalho de inibir o tráfico de animais e preservar a ordem estivesse sendo feito, com ONGs aplaudindo tais ações.


Caso ilustrativo
Em 2003, o lavrador Josias Francisco dos Anjos foi preso em flagrante numa área de preservação ambiental às margens do Rio Pindaíba, em Planaltina, próximo à Brasília, quando raspava a casca de uma árvore chamada Almesca (Protium heptaphyllum), para fazer chá para sua mulher, que sofria de doença de Chagas. Este fato já se repetia há dois anos, pois, segundo Josias, este chá era benéfi co aos portadores desta doença que acometia sua esposa. O delegado Ivanilson Severino de Melo afi rmou que Anjos causou "danos diretos ao patrimônio ambiental", crime previsto no artigo 40* da lei da Natureza (IBAMA). O lavrador foi colocado numa cela com outros cinco presos, estes sim acusados de homicídio e roubo.
Nós, geógrafos, podemos imaginar o impacto ambiental causado por este crime... Ou o crime cometido a este homem não foi maior?
Enquanto isso as madeireiras exploram de forma violenta nossas florestas, em muitos casos com a conivência de autoridades locais, desrespeitando não apenas a legislação brasileira, mas o patrimônio planetário.

*Artigo 40. Causar dano direto ou indireto às Unidades de Conservação e às áreas de que trata o art. 27 do Decreto nº 99.274, de 6 de junho de 1990, independentemente de sua localização. Pena - reclusão de um a cinco anos.

Prof. Claudio Ferreira Terezo é geógrafo, consultor, pós-graduado pela PUC-SP, autor do livro Novo Dicionário de Geografia
(Editora Livro Pronto) Contato: novodicionáriodegeografia.blogspot.com, Twitter: @claudioterezo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

REVISTA GEOGRAFIA Biodiversidade e biopirataria

A discussão de conceitos amplos e polêmicos em salas de aula propicia ao educador conhecer sua turma e incentivá-la a novas ações. Este artigo oferece alguns caminhos para iniciar esses debates.
Por Claudio Ferreira Terezo*

Biodiversidade por dentro
- A biodiversidade genética refere-se à variação dos genes dentro das espécies, cobrindo diferentes populações da mesma espécie ou a variação genética dentro de uma população.

- A diversidade de espécies refere-se à variedade de espécies existentes dentro de uma região.

- A diversidade de ecossistemas refere-se à variedade de ecossistemas de uma dada região.

- A diversidade cultural humana também pode ser considerada parte da biodiversidade, pois alguns atributos das culturas humanas representam soluções aos problemas de sobrevivência em determinados locais.

Bíos é um radical grago que significa vida. Pode-se definir Biodiversidade como o total de genes, espécies e ecossistemas de uma região, ou seja, o encadeamento de ideias e de ciências se faz presente quando o assunto é a tão falada biodiversidade. Muitos acadêmicos, cientistas, estudiosos e outros profissionais se apropriam deste amplo conceito. Ao analisarmos ao pé da letra, a biologia seria a matriz, porém, nunca deixamos o nosso "olhar geográfico" de lado quando o assunto é colocado em pauta.

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O professor de Geografia e o Aquecimento Global.

O professor de Geografia e o Aquecimento Global.
O ensino de geografia em nossas escolas e a problemática do aquecimento global antropogênico.

Resumo
Devemos cuidar e preservar do planeta de uma forma inteligente. A preservação e a educação ambiental devem estar presentes em nosso cotidiano. O que quero com este texto não é tirar do homem a sua responsabilidade para com meio ambiente e sim não jogar ou julgar o homem pelos problemas que ele não provoca.
O debate sobre o aquecimento Global antropogênico deve ser feito em sala de aula, pois, a geografia se faz nas escolas de ensino fundamental e médio espalhadas pelo Brasil e não por meia dúzia de pseudo especialistas em ensino de Geografia enclausurados dentro dos muros das universidades.

Palavras chave: Aquecimento Global Antropogênico, ensino, Geografia.
Professor of Geography and Global Warming.
The teaching of geography in our schools and the issue of anthropogenic global warming.

Summary
We care for and preserve the planet in an intelligent way. The preservation and environmental education should be present in our daily lives. What I want this text is not the man to take his responsibility to the environment but does not play or judge the man for the problems he causes.
The debate over anthropogenic global warming should be done in the classroom, because the geography is done in schools of primary and secondary education throughout Brazil and not by a handful of so-called experts in teaching geography within the cloistered walls of academia.

Keywords: Anthropogenic Global Warming, education, geography.

Se dizem que o clima está mudando?
Sim. Está mudando.


O Aquecimento Global está inserido dentro dos conteúdos de ensino Geografia em todos os seus níveis. Do ensino fundamental ao médio chegando ao nível superior.
Dentro de uma universidade o debate, as discussões sobre o tema podem gerar grandes trabalhos, porém, para crianças e adolescentes em nossas escolas, o tema está presente em livros, apostilas ou em quase todo material didático-pedagógico como uma verdade absoluta: O aquecimento Global antropogênico existe e está destruindo e prejudicando nosso planeta.

Segundo livros espalhados pelo Brasil (e no mundo também, mas vamos ficar em nossa escala) o aquecimento global é uma verdade inquestionável e conseqüentemente é provocado pelas ações humanas, tendo como grande inimigo o CO2(gás Carbônico) que acelera o chamado Efeito estufa.

E como professor de Geografia vejo que esse quadro deve ser alterado rapidamente, ampliando o debate e principalmente se qualificando profissionalmente, não servindo apenas de passador de conteúdos pré-estabelecidos.

Opinião compartilhada pelo Prof. Luiz Carlos Morion, Prof. PhD do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal de Alagoas:

O que me preocupa é que temas como "o homem destrói a camada de ozônio",
o "homem está aquecendo o planeta", "CO2 é poluente", já estão nos livros do
ensino fundamental.
Na minha opinião, somente deveriam fazer parte desses livros os temas já
comprovados cientificamente. Isso não é educação, é "lavagem cerebral"!
Qual será a credibilidade desses futuros cidadãos na Ciência e no
Ensino quanto daqui a 15, 20 anos perceberem que foram enganados? Esses temas
tornam-se problemas sérios, pois os professores não tem capacidade ou
argumentos para refutarem o que está nos livros e apenas os transmitem sem
críticas. (1)
A maioria das publicações trazem as verdades impostas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre mudanças climáticas), órgão ligado a ONU, como uma bíblia dos tempos modernos. Pois este órgão possui os 2.500 melhores cientistas do mundo em seus quadros. O que passa muito longe de ser verdade, pois, uma parcela desses 2.500 cientistas não possuem esta atribuição.

O IPCC não representa uma iniciativa cientifica, mas uma agenda política predeterminada para justificar os interesses estabelecidos em torno do “aquecimentismo.” (2)

Vê-se claramente que o objetivo dos relatórios do IPCC não é um entendimento sistêmico da dinâmica climática, mas uma avaliação das mudanças climáticas induzidas pelo homem.

Conforme o Prof. Paul Reiter (IPCC e Pasteur institut, Paris), “... Esta afirmação de que o IPCC é a organização mundial com os melhores 1.500 ou 2.500 cientistas... olhem as bibliografias dos indivíduos, simplesmente é falso. Há um bom números de não cientistas.”
“Aquelas pessoas que são especialistas, mas não concordam com a polemica e desistem (e há vários que eu conheço )(ele próprio) simplesmente os põem na lista de autores e se convertem em parte desses 2.500 melhores cientistas do mundo.” (3)

Estas posições chanceladas como verdadeiras pelos livros didáticos são conseqüência dos efeitos nefastos de uma ideologia ambientalista com argumentos cientificamente insustentáveis, criada para servir os propósitos de grupos hegemônicos, ou em outras palavras o ambientalismo político, em alguns casos, ecofascistas.

Parecer semelhante tem Patrick Moore, co-fundador do Greenpeace, que abandonou esta ONG quando começaram a tomar medidas extremas como a campanha para proibir o CLORO em todo o mundo.

Segundo Moore o extremismo ambiental emergiu com o colapso do comunismo que se transformaram em comunistas ativistas, configurando um neo marxismo. Usando o tema ecológico tendo como inimigo o Capitalismo em ações antiglobalização.
Ambientalistas que ficaram à margem de um processo histórico com a dissolução do comunismo no leste Europeu e se agarraram com unhas e dentes na causa ambiental para sustentar sua raiva anticapitalista.

“Nem sequer gosto de chamá-lo de movimento ambiental, nunca mais, por que realmente é um movimento influente a nível global.”
“O movimento ambiental tem se evoluído na maior força que existe... para evitar o desenvolvimento dos países em desenvolvimento.” afirma Moore (4)

Sobre a estagnação do desenvolvimento de países pobres, será que as mudanças climáticas num futuro seriam um problema ainda maior para a África, em vista do retrato de total descaso global para com sua população atual?
O Economista e escritor Queniano James Shikwati (Diretor do Inter Region. Economic Network que promove a liberdade de comércio como a solução para a condução da pobreza na áfrica.) diz:

“Uma coisa clara que emerge de todo o debate ambiental, é o fato de que estão tentando matar o sonho africano. E o sonho africano é o de se desenvolver.” (5)

O continente Africano possui petróleo, gás natural e carvão mineral suficientes para melhorar as condições econômicas e sociais de países pobres e conseqüentemente de sua população, porém, a opinião pública mundial, vide ambientalistas, quer que estes fiquem na condição de miséria atual, pois dessa forma estaríamos preservando o planeta para as futuras gerações.
E a vida da população atual? Preservar pro futuro e esquecer o presente, esta é a proposta?

Você ficaria sem energia elétrica em sua casa ou trabalho? Você se imagina sem água potável saindo de sua torneira? E as condições mínimas de saneamento básico? Apelaria para o transporte público deixando o conforto de seu automóvel?

Pois em grande parte do continente africano essas “regalias” da sociedade moderna são completamente negadas.

Se nossa matriz energética são as usinas hidrelétricas, que erradamente são chamadas de energia limpa, que culpa a população da África tem em não ter os mesmos benefícios com outro tipo de geração de energia.
Os EUA e países europeus mantém sua geração de energia por meio de queima de carvão, óleo pesados e energia nuclear.
Por que negar condições minimamente humanas à África?


Outro ponto é a forma como estes ativistas impõem suas verdades. Ignorando dados científicos e colocando sob suspeita qualquer um que se coloque contra o Aquecimento global.

O escritor e ex-editor da News Scientist Nigel Calder confirma tal procedimento:
“Eu já vi e escutei ataques de fúria a qualquer um que possa discordar deles, o que não é correto cientificamente.” Todo o negócio do Aquecimento Global se converteu em quase uma religião e as pessoas que discordam as chamam de hereges. Eu sou um herege. ”(6)

O impressionante é que a mídia de uma forma geral aprova esta mentira do aquecimento global antropogênico, fazendo com que as imagens vinculadas ao redor do mundo sejam sempre as mesmas: Blocos gigantescos de icebergs se desprendendo e caindo ao mar, ursos polares tentando escapar de pequenos pedaços de gelo, e outras imagens que sequer estão relacionadas ao clima, porém, são embutidas como problemas climáticos, como terremotos e atividades vulcânicas.




Sobre o degelo nos pólos:

Segundo o Prof. Syun –Ichi Akasofu, diretor fundador do International Artic Research Center da Universidade Fairbanks do Alaska (UAF) , no Ártico as calotas se retraem e expandem normalmente e no Alasca a imagem do gelo caindo nas bordas é um fenômeno comum na primavera.(7)

A Groenlândia que possui cerca de 7% do gelo do planeta Terra, já teve condições climáticas com temperaturas mais elevadas que as atuais. Durante o Período Quente Medieval (PQM, ocorreu entre os séculos X e XII), quando os Vikings ali desembarcaram, estabelecendo colônias e a batizaram com um nome bem sugestivo: Terra Verde. (8)

Vejo que normalmente as denominações de lugares descobertos são dadas pelo que é visto, ou seja, um retrato da paisagem local. Se houve um período em que o que hoje conhecemos como Groenlândia, coberta de gelo, foi verde nos faz visualizar um outro aspecto climático.

No outro lado do mundo, na Antártida, o glaciólogo Jeferson Simões, professor da UFRS e Integrante do IPCC responde:
O gelo da Antártida está realmente derretendo em razão do aquecimento global?
Não. Cada vez que é divulgada uma noticia sobre o impacto do aquecimento global nas regiões polares há uma grande confusão na mídia. Os jornalistas esquecem que a Antártida é um continente onde ocorrem climas diferentes em regiões separadas por milhares de quilômetros. O manto de gelo que cobre 99,6% de sua área tem uma espessura média de quase 2 mil metros e máxima de 4.776m. E a maior parte não está em fusão, muito pelo contrário: a temperatura varia entre 25°C e -35°C, e outra porção considerável está a está a -70°C! (9)

Simões também critica a postura catastrofista e muitas vezes sensacionalista em relação às mudanças ambientais globais.
“Mudanças no clima sempre ocorreram. Não há motivo para pânico. (10)

Será que realmente precisamos de uma campanha tão grande contra o aquecimento global antropogênico?
Será que o CO2 realmente é o principal vilão nesta história toda?

O CO2 e o Aquecimento Global Antropogênico

Outro engano se faz em relação ao CO2 (gás carbônico), tornado-o o principal responsável dentre os gases do Efeito Estufa e conseqüentemente do tão famigerado Aquecimento global antropogênico.

Em 2007 , quando o IPCC apresentou seu Quarto Relatório de Avaliação (AR4) , salientou que (em português claro): Existe um consenso científico elevado em que o CO2 é o principal elemento incorporado à atmosfera que a faz aumentar sua temperatura e que sua origem é basicamente humana. Ou seja, acharam o inimigo. (11)

Para muitos (a maioria) isto basta para ser a verdade absoluta. Cientificamente falando, está bem longe da realidade.

O clima do planeta Terra constitui um sistema dinâmico extremamente complexo, cujos fatores causais interagem por meio de múltiplos mecanismos. Em face de semelhante complexidade, chega a ser risível conceder ao CO2 o papel de protagonista principal de sistema climático. (12)

Resumindo: O CO2 não é poluente! O CO2 é o Gás da vida! Os Vegetais retiram CO2 no processo de fotossíntese! Quanto mais CO2 mais produtividade agrícola! O CO2 não controla o clima!
As exclamações são necessárias neste momento.

No Brasil, principalmente nos grandes centros urbanos, o grande problema não é CO2 e sim o enxofre, oriundo de uma gasolina de péssima qualidade, mesmo com tanta propaganda da Petrobras.

No mundo, em escala planetária, os vulcões produzem mais CO2 a cada ano que todas as fábricas, carros e aviões e outras fontes de CO2 humanas juntas.

A grande discussão em torno do dogma do CO2 é a contribuição humana no incremento de sua concentração atmosférica. Pois bem, em 2007. A National Geographic News noticiou sobre o derretimento de calotas polares e o aumento de concentração de dióxido de carbono.
Grande notícia para os Ambientalistas de plantão.
A diferença é que a matéria tratava de Marte!
O chefe da pesquisa espacial do observatório astronômico Pulkovo, na Rússia, Habillo Abdussamatov, disse que os dados de Marte são a prova de que as mudanças climáticas globais da Terra estão sendo causadas por alterações no Sol. Pelo menos não há indícios ainda de queima de combustíveis fósseis por parte dos marcianos. (13)

O dióxido de carbono é responsável por 3,6% do Efeito Estufa e, desses, 3,5% são naturais, ou seja, apenas 0,1% é responsabilidade nossa. (14)

Outro ponto de debate entre os “aquecimentistas” vem do final da década de 1970, com o CFC sendo o grande culpado pelo Buraco na Camada de Ozônio.

A verdade é que não há evidências científicas de que a camada de ozônio na estratosfera esteja sendo destruída pelos compostos de clorofluorcarbono (CFCs),

Por que acabaram com o CFC?

Segundo o Prof. Molion, o que ocorreu foi que, como os CFCs se tornaram de domínio público e já não podiam ser cobrados direitos de propriedade ("royalties") sobre sua fabricação, as indústrias, que controlam a produção dos substitutos (ICI, Du Pont, Atochem, Hoechst, Allied Chemicals), convenceram "certos" governos de países de primeiro mundo (começou com Sra. Margareth Tatcher, Ministra da Inglaterra) a darem apoio para a "a farsa da destruição da camada de ozônio e do aumento do buraco de ozônio na Antártica", pois, agora, os seus substitutos recebem "royalties”. (15)

O aquecimento global é uma fábula de como um medo mediático se torna a idéia definidora de uma geração. Resultado de um catastrofismo pseudocientífico.
Tudo isso embaralhado no inconsciente coletivo de uma população que na sua maioria só tem a televisão como veiculo de informação. E se passa na TV certamente deve ser verdade.

Isso, porém não ocorre apenas no Brasil, a mídia mundial se coloca de maneira extremamente parcial. Produções Hollywoodianas são apresentadas como fatos verídicos e plausíveis de acontecer.

O Prof. Richard Alley, da Universidade Estadual da Pensilvânia, E.U.A., formulou uma teoria sobre as mudanças das correntes marítimas do Atlântico norte e como conseqüência uma possível nova Era do Gelo no Hemisfério Norte. Esta idéia foi amplamente difundida na super produção “O dia depois do Amanhã”. (15)
O problema é que este filme serve como apoio as aulas sobre as conseqüências do aquecimento Global. O terrorismo imposto aos alunos é inconseqüente, pois, normalmente não há o outro lado da história.

Mas nada se compara ao sucesso de público e crítica, o “documentário” “Uma verdade inconveniente”, do Ex-vice presidente e atual paladino Ambiental do planeta Terra Sr. Al Gore. Ganhador de Oscar 2007 de melhor documentário e Premio Nobel da Paz em 2007, junto com o IPCC. Até hoje me pergunto qual a relevância do Sr. Al Gore e seu trabalho para a Paz mundial.

Mesmo com tantos aparatos de mídia, o pseudo-documentário apresenta falhas científicas grotesca, que são facilmente contestadas.

Tanto que um o Juiz Michael Burton, da Alta Corte de Justiça Britânica, caracterizou o filme de Al Gore como “alarmista e exagerado no apoio à sua tese política”. O tribunal, respondendo a uma ação movida por um pai, disse que o filme é “unilateral” e não poderia ser exibido nas escolas britânicas, a menos que contivesse orientações para equilibrar a tentativa de Gore em promover a sua “doutrinação política”.

O Juiz baseou a sua decisão em nove inverdades que aparecem no filme. Mas o público em geral parece que desconhece essa história. (16)

Você se lembra ou tem noticia de algo que o Sr. Al Gore fez durante seu mandato de vice-presidente dos Estados Unidos? Qual era a postura americana na década de 1990 em relação às questões ambientais planetárias?
A resposta é a negligência. Como há muito se ouve: falar é fácil...

Falando de Al Gore é bom sabermos como é sua participação no controle dos gases do efeito estufa e na economia de energia oriunda de combustíveis fósseis. Afinal quem fala deve dar o exemplo.

Lembra daquele velho ditado “Faça o que digo, mas não faça o que faço...”vamos lá....

Em 2006, al Gore devorou 221.000 kWh, ou seja, mais de 20 vezes o consumo nacional norte americano.
Em agosto de 2007, Gore queimou 22.619 kWh, ou seja, em um mês ele utilizou mais energia que o dobro da média anual dos americanos. Isso representa uma conta mensal de U$ 1.359,00, só em energia elétrica.
Mas os gastos extravagantes de Gore não ficam só na eletricidade, pois, sua conta de gás natural foi em média de U$ 1.080,00 por mês em sua mansão e casa de hóspedes em Nashiville. (17)

E claro o patrimônio do senhor Al Gore não pára de crescer. O dinheiro entra mais rápido em sua conta bancária do que o CO2 aquece o planeta (segundo a versão dele).
Os Negócios de Al Gore:
Em 2004 Al Gore criou o fundo de investimentos Genration Investment Managment, sediado em Londres, com o qual pretende capturar uma boa fatia do mercado de créditos de carbono e outros invetimentos “verdes”.
O falido Lehman Brothers era um dos parceiors de Gore no fundo.
Os investimentos “ambientalmente corretos”, seguramente, têm a ver com o espantoso progresso patrimonial de Al Gore, que em apena 8 anos , entre 2000 e 2008, passou de menos de 2 milhões para mais de 100 milhões de dólares, caminhando rapidamente para tornar-se o primeiro “Bilonário do clima”.(18)
Esta é um pouco da credibilidade do maior expoente da causa ambiental do planeta.
Se estas considerações ainda não te convenceram veja a opinião de 100 cientistas de 19 paises, em Carta aberta ao Secretário-Geral das nações Unidas (ONU) .Quem sabe pode ajudá-lo a persuadilo sobre o aquecimento global Antropogênico.

Carta aberta ao Secretário-Geral da ONU

Exmo. Sr. Ban Ki-Moon
Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas
Nova Iorque, NY

Prezado Senhor Secretário
Não é possível frear as mudanças climáticas, um processo natural que afetou a humanidade através dos tempos. Geologia, Arqueologia, relatos escritos e orais da história atestam que mudanças dramáticas atingiram sociedades do passado com alterações na temperatura, precipitação, vento e outras variáveis. Nós, assim, devemos preparar as nações para que sejam mais resistentes a esta variedade de fenômenos mediante a promoção de crescimento econômico e de renda.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) tem cada vez mais emitido conclusões alarmantes sobre as influências humanas do CO2 produzido pelo homem, um gás não poluente que é essencial para a fotossíntese das plantas. Apesar de compreendermos as evidências que levaram os cientistas a ver o dióxido ce carbono como prejudicial, as conclusões do IPCC são tão inadequadas como as justificativas para políticas públicas que vão reduzir em muito a prosperidade no futuro. Em particular, não está provado que é possível alterar significativamente o clima global mediante a redução dos gases do efeito estufa emitido pela humanidade. Mais que tudo, porque as tentativas de redução dos gases vão frear o desenvolvimento, a visão da ONU sobre a redução do dióxido de carbono é provável que leve ao aumento do sofrimento humano por mudanças climáticas futuras ao invés de uma diminuição.
O Sumário do IPCC para Formuladores de Políticas é o documento do IPCC mais aceito entre políticos e não cientistas e serve de base para maioria das definições de políticas públicas quanto ao clima. Este sumário é preparado por um grupo pequeno de pessoas e o esboço ainda é aprovado linha por linha por representantes de governos. A grande maioria dos cientistas que contribuem com o IPCC e milhares de outros pesquisadores habilitados a comentar sobre o tema não participam da formulação deste documento. O sumário, então, não pode ser visto apropriadamente como um consenso entre os especialistas.
Ao contrário do que afirma o Sumário do IPCC:
(1) Recentes observações de fenômenos como diminuição de glaciares, aumento do nível do mar e a migração de espécies sensíveis à temperatura não são provas de mudanças climáticas anormais, não tendo sido demonstrado que qualquer mudança ocorrida tenha ocorrido fora dos limites da variabilidade natural.
(2) A média de aquecimento de 0,1 a 0,2ºC por década registrada por satélites durante o final do século XX se enquadra numa taxa natural de resfriamento e aquecimento observada ao longo dos últimos dez mil anos.
(3) Cientistas proeminentes, incluindo alguns dos mais importantes pesquisadores do IPCC, reconhecem que hoje os modelos climáticos computadorizadas não conseguem prever o clima. Com base nisso, e apesar das projeções de aumento da temperatura, não houve aumento bruto da temperatura do planeta desde 1998. A estabilização da temperatura segue um período de aquecimento registrado no final do século XX que é consistente com os ciclos naturais multidecadais e milenares do clima.
(4) Em contraste com a afirmação feita repetidamente que a ciência do clima é hoje incontroversa, importantes trabalhos peer-reviewed trouxeram ainda mais dúvidas quanto à hipótese de um perigoso aquecimento induzido pelo homem. Mas porque os grupos de trabalho do IPCC foram induzidos a considerar trabalhos publicados apenas até maio de 2005, estas revelações importantes não estão incluídas nos relatórios e, assim, as conclusões do IPCC já estão desatualizadas.
A conferência do clima em Bali foi planejada para levar o mundo a um caminho de severas restrições na emissão de dióxido de carbono, ignorando as lições evidentes do fracasso do Protocolo de Kyoto, a natureza caótica do mercado europeu de crédito de carbono e a ineficiência das custosas iniciativas destinadas a reduzir a emissão de gases do efeito estufa. Não existe relação custo-benefício nas medidas sugeridas para reduzir o consumo de energia com o propósito de restringir as emissões de dióxido de carbono. Além disso, é irracional aplicar o “princípio da precaução” porque muitos cientistas reconhecem que tanto aquecimento como resfriamento do planeta são possibilidades realistas no futuro de médio prazo.
O foco da Organização das Nações Unidas para “combater as mudanças climáticas”, como ilustrado no relatório de 27 de novembro último do Programa de Desenvolvimento Humano da organização, está distraindo os governos da necessidade de adaptação dos países aos riscos impostos por mudanças climáticas inevitáveis, independente de sua forma. Planejamento nacional e internacional para estas mudanças é indispensável com o foco direcionado sim a assistir os cidadãos mais vulneráveis a se adaptar às condições futuras. Tentativas de se evitar uma mudança climática global são inúteis e se constituem em uma trágica má utilização dos recursos disponíveis que teriam melhor uso se fossem gastos nos problemas reais e mais graves da humanidade.
Atenciosamente,
Grupo de Cientistas , Entre eles: Ernst-Georg Beck, Freeman J. Dyson, Vicente Gray, Craig D. Idso, Sherwood B. Idso, Zbigniew Jawarowski, Marcel Leroux, Richard Lindzen, Ross McKitrick, Gart W. Paltridge, S. Fred Singer, Edward J. Wegman.(19)

Existe extenso material sobre o Aquecimento Global Antropogênico, cabe a cada professor de geografia analisar o material didático a ser utilizado durante o ano letivo e colocar aos alunos os dois lados desta história.
As duas partes devem ser analisadas e discutidas em sala de aula.
Não devemos nos submeter ao jogo político de uma minoria que controla absurdamente a maioria.
O debate deve ser feito, a verdade deve prevalecer.
Não adianta cobrar de superiores, quando temos a possibilidade de inserir em nossos alunos o senso critico, o poder de análise. Isso em nossa escala local.

Prof. Claudio Ferreira Terezo, Geógrafo, autor do Novo Dicionário de Geografia, consultor do Portal Terra.

www.novodicionariodegeografia.blogspot.com

www.autores.com.br/claudioterezo

Notas


(1) Luiz Carlos B. Molion, 2010, Comunicação pessoal.

(2) LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global. Como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro,Capax Dei,2009. pg. 80.

(3) Prof. Paul Reiter, IPCC Instituto Pasteur, Paris, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.

(4) Patrick Moore, Co-fundador do GreenPeace, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.

(5) James Shikwati, Economista e autor africano, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.

(6) Nigel Calder, Editor chefe News Scientist, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.

(7) Prof. Syun-Ichi Akasafu, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.

(8) LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global. como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro,Capax Dei,2009. pg. 23.

(9) SIMÕES, Jefferson, Scientifc American, ano 6 nº 62, junho de 2007, em http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2007/08/jefferson-simes-verdades-sobre.html

(10) SIMÕES, Jefferson, Enganos e Catastrofismos, Agência FAPESP em http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2007/09/jefferson-simes-enganos-e-catastrofismo.html

(11) BAPTISTA, Gustavo Macedo de Mello. Aquecimento global: ciência ou religião, Brasília, Hinterlândia, 2009. pg. 143

(12) LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global. como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro,Capax Dei, 2009. pg. 11

(13) htpp://news.nationalgeographic.com/news/2007/02/070228-mars-warming.html acesso em 25 de fevereiro de 2009

(14) BAPTISTA, Gustavo Macedo de Mello. Aquecimento global: ciência ou religião, Brasília, Hinterlândia, 2009. pg. 158.

(15) ALLEY,Richard B. Mudança Climática Brusca, SCIENTIFC AMERICAN BRASIL,edição 31 - Dezembro 2004, em
http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2007/08/mudana-climtica-brusca.html

(16) http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2010/01/as-nove-mentiras-de-al-gore.html

(17)) BAPTISTA, Gustavo Macedo de Mello. Aquecimento global: ciência ou religião, Brasília, Hinterlândia, 2009. pg. 174.
http://www.tennesseepolicy.org/main/article.php?article_id =367

(18) LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global. como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro, Capax Dei, 2009. pg. 105

(19) http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2010/01/carta-aberta-ao-secretario-geral-da-onu.html


REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de; RIGOLIN, Tércio Barbosa.
Geografia: Série novo ensino médio. 1ª ed,São Paulo, 2004.

AYOADE, J. O.Introdução à Climatologia dos Trópicos.São Paulo,Difel,
1996.
BAPTISTA, Gustavo Macedo de Mello. Aquecimento global: ciência ou religião, Brasília, Hinterlândia, 2009.

GUERRA,Antônio Teixeira. Dicionário geológico- geomorfológico.
8ªed.,Rio de Janeiro, Ibge,1993.

HOLANDA,Aurélio Buarque de.Novo Dicionário Aurélio da Língua
Portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2ª ed.,1996.

LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global.Como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro,Capax Dei,2009.

OLIVEIRA,Ariovaldo Umbelino de.Para onde vai o ensino de geografia,
5ªed., São Paulo, Contexto, 1994.

PEREIRA, Diamatino Alves Correia; CARVALHO,Marcos Bernardino
de; SANTOS,Douglas. Geografia:ciência do espaço:o espaço mundial.
4ªed., São Paulo, ed. Atual,1993.

SCHNEEBERGER, Carlos Alberto,FARAGO, Luis Antonio.Minimanual
compacto de geografia do Brasil:teoria e prática. São Paulo, Rideel,
2003.
SIMELLI, Marie Elena. Geoatlas. São Paulo, Ática, 2000.

TEIXEIRA, W.et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de textos,
2000.
TEREZO, Claudio Ferreira.Novo Dicionário de Geografia : 2ªed., Livropronto,São Paulo, 2008.

VOCABULÁRIO BÁSICO DE RECURSOS NATURAIS E MEIO
AMBIENTE.2 ed. ,IBGE ,Rio de Janeiro, 2004.

Vídeo

The Great global Warning Swindle (A grande farsa do Aquecimento Global).Channel 4, Londres, 2007.

domingo, 31 de janeiro de 2010

As nove mentiras de Al Gore

As nove mentiras de Al Gore
Al Gore aparece como o principal profeta do apocalipse no debate sobre o aquecimento global, e o documentário Uma Verdade Inconveniente é o evangelho dos que crêem nele. Mas Al Gore os enganou.
Há dois anos, o Juiz Michael Burton, da Alta Corte de Justiça Britânica, caracterizou o filme de Al Gore como “alarmista e exagerado no apoio à sua tese política”. O tribunal, respondendo a uma ação movida por um pai, disse que o filme é “unilateral” e não poderia ser exibido nas escolas britânicas, a menos que contivesse orientações para equilibrar a tentativa de Gore em promover a sua “doutrinação política”.
O Juiz baseou a sua decisão em nove inverdades que aparecem no filme. Mas o público em geral parece que desconhece essa história. Segue um resumo dos atos falhos de Gore, as justificativas e algumas considerações:
1. A alegação: o derretimento das geleiras na Groenlândia ou na Antártida fará com que o nível do mar suba cerca de 7 metros em um futuro próximo. A verdade: O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) concluiu que o nível do mar pode subir até 7 metros, mas ao longo de milênios – e insiste nessa previsão. O IPCC prevê um aumento de 7 a 23 centímetros até 2100. A alegação de Gore é “uma distorção muito perturbadora da ciência” segundo John Day, que discute o caso britânico no documentário Not Evil Just Wrong. O Juiz disse que a alegação de Gore “não está em linha com o consenso científico”.
2. A alegação: os ursos polares estão se afogando porque eles estão tendo que nadar mais para encontrar gelo. A verdade: o Juiz Burton observou que o único estudo que cita o afogamento de ursos polares (entre quatro deles) atribuiu a culpa pelas mortes a uma tempestade, e não a um eventual derretimento devido ao aquecimento global causado pela atividade humana. O Comitê de Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado norte americano, além disso, considerou que a população atual de ursos é de 20.000 a 25.000, bem acima dos 5.000 a 10.000 que havia nas décadas de 1950 e 1960. Day diz em Not Evil Just Wrong que a estória dos ursos polares é “uma peça muito inteligente de manipulação”.
3. A alegação: o aquecimento global causou o furacão Katrina em 2005. A verdade: “É senso comum que não há provas suficientes para demonstrar isso”, escreveu Burton em sua sentença. Um artigo na revista New Scientist em maio de 2007 refutou o argumento do Katrina como sendo um “mito do clima”, já que é impossível estabelecer um vínculo entre um único evento climático e o aquecimento global.
4. A alegação: os aumentos de temperatura são o resultado de aumentos de dióxido de carbono. A verdade: Burton questionou os dois gráficos utilizados por Gore em Uma Verdade Inconveniente. Gore afirmou que há “um encaixe perfeito” entre a temperatura e o CO2, disse Burton, mas os seus gráficos não suportam esta conclusão. Os dados recentes também não apóiam essa tese: a temperatura média global tem diminuído há cerca de uma década, mesmo quando os níveis de CO2 continuam aumentando.
5. A alegação: A neve no Monte Kilimanjaro está derretendo por causa do aquecimento global. A verdade: O derretimento está em curso há mais de um século – muito antes dos jipões SUVs e dos aviões Jumbo – e parece ser o resultado de outras causas. O Juiz Burton observou que os cientistas concordam que a fusão não pode ser atribuída principalmente a “mudanças induzidas pela atividade humana no clima”.
6. A alegação: Lago Chade está desaparecendo por causa do aquecimento global. A verdade: Lago Chade está sim perdendo água, e os humanos estão sim contribuindo para essas perdas. Mas os humanos que vivem nas imediações do lago é que são os culpados – e não toda a humanidade que utiliza combustíveis fósseis. Burton cita fatores como o crescimento da população local, a super exploração e a variabilidade climática regional.
7. A alegação: As pessoas estão sendo forçadas a evacuar atóis do Pacífico, ilhas de coral que circundam as lagoas, por causa da invasão das águas do oceano. A verdade: Por sua própria natureza, os atóis são mais suscetíveis à subida do nível do mar. Mas Burton disse incisivamente em sua sentença que “não há evidência de qualquer evacuação como essa, posto que ainda não aconteceu nenhuma”.
8. A alegação: os recifes de coral estão sofrendo um clareamento e colocando os peixes em perigo. A verdade: Em sua decisão, Burton enfatizou a conclusão do IPCC de que o clareamento poderia matar recifes de coral – se estes não se adaptarem. Um relatório divulgado este ano mostra que os recifes estão prosperando em águas tão quente como algumas pessoas dizem que as águas do oceano serão daqui a 100 anos. Burton também afirmou que é difícil separar o estresse dos recifes de coral do excesso de pesca ou de quaisquer mudanças no clima.
9. A alegação: o aquecimento global poderia interromper “as correntes transportadoras de calor nos oceanos”, provocando uma nova idade do gelo na Europa Ocidental. A verdade: Mais uma vez, os aliados de Gore no IPCC estão em desacordo com este argumento. Burton cita a conclusão do IPCC, de que “é muito improvável que as correntes transportadoras nos oceanos parem de funcionar no futuro”. O fato é que a compreensão científica sobre como funcionam as correntes permanece instável, evidenciando a falha na afirmação de Gore.


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